Ser ágil é um processo contínuo
Ninguém é ágil por definição. Não importa o que se diga. A agilidade descrita pelo manifesto é em virtude de uma série de princípios que, por sua vez depende de uma série de práticas que deve ser exercitada dia após dia.
Depende do trabalho em time, depende da confiança em seus pares, depende de um processo bastante rígido de auto-crítica/auto-avaliação, para determinar quando e porque, em algum momento do tempo, a agilidade foi colocada de lado. Depende de saber ler os trade-offs.
Para ser ágil — em um projeto ou em uma empresa — é absolutamente fundamental praticar os princípios diariamente. Todo o time. Incluindo stakeholders, POs e qualquer outro elemento que possa se julgar externo ao processo, quando realmente não é.
Para ser ágil, não basta pegar um time anteriormente ágil e acreditar que esse time permanecerá ágil sem a presença das condições que o fez assim. Não basta estabelecer um processo “mockado” com taskboards, daily meetings e tudo mais, mas continuar a organizar as estórias em cascata, fazer arquitetura astronauta e tentar prever/resistir as mudanças.
Ser ágil é um exercício a ser praticado diariamente.