Meu desktop Linux para 2008

A algum tempo atrás, resolvi reavaliar as opções de distro Linux para o meu desktop. Finalmente fiz minha escolha. É o Ubuntu.

Critérios da minha avaliação

Meu critério principal foi facilidade de uso. Na minha vida pós-casamento, quero minimizar o esforco para manter meus sistemas e poder me dedicar mais para o que quer que eu queira fazer.

Isso inclui atualizar a distro, instalar periféricos e qualquer pedaço de software que precisar.

Gentoo

Não posso falar mal do Gentoo. Ainda gosto demais da distribuição. Ela é excelente, tanto para veteranos quanto para novatos dispostos a aprender um pouco mais sobre o sistema — o que não deveria ser assim algo tão ruim.

É mais rápida que as outras que eu já testei. E não, eu não fiquei fazendo tunning em cada micro aspecto. Me limitei a colocar alguns flags arrojados (mas não muito agressivos) no meu make.conf. Isso foi suficiente.

O número de pacotes disponíveis no repositório padrão é excelente, e pode ser estendido com ferramentas como os Gentoo Layers. As ferramentas de manutenção do sistemas são incomparáveis, ainda não vi melhores. E isso inclui gerenciador de pacotes, o portage.

Não existem releases como em outras distros. A atualização de pacotes é constante e é muito fácil fazer o controle de profiles.

O ponto negativo — e que depois de um tempo se tornou um ponto muito negativo — é o tempo que se perde compilando pacotes, principalmente os grandes (KDE, OO.org). E se considerarmos que toda a manutenção, por mais que se esteja municiado de boas ferramentas, toma tempo também, isso acabou pesando para mim.

Arch Linux

Fiquei surpreso com a qualidade da distro, ainda mais que não é tão conhecida.

Apesar de não ter tido o mesmo tempo usando ela quanto o Gentoo, gostei também. O gerenciador de pacotes, o pacman, funciona muito bem e ele tem um ótimo conjunto de ferramentas de suporte ao administrador.

Tem como filosofia ser uma distro minimalista, cujo usuário vai construindo da maneira que deseja. Isso, de cara, foi uma das coisas que me atraiu.

Mas me deixaria na mesma posição que se eu optasse continuar com o Gentoo, ou seja, mantendo muito o sistema, mais do que eu gostaria. Mesmo considerando que o Arch usa pacotes binários e não compilados on-the-fly como o Gentoo.

Não descarto fazer outros experimentos com o Arch, como por exemplo usar ela como o meu Linux para máquinas virtuais especializadas.

Ubuntu

O Ubuntu me agrada desde que eu comecei a mexer com ele. Como ele é livre dos custos de manutenção que as minhas outras duas opções — mesmo sabendo que limita também minha habilidade de customizar minha distro — me parece a melhor alternativa para o meu desktop.

Não estou diminuindo o Ubuntu, que fique claro. Ele tem se mostrado uma plataforma excelente. Uso no meu notebook (que nos últimos meses foi responsável pela gravação dos pães-de-cast) e gosto muito.

Aliás, o único período que eu não usei o Ubuntu no notebook foi no período que estive envolvido com o desenvolvimento do LSR, no qual usei o Fedora.

E como pontos (mais que) positivos, o Ubuntu é o que dá menos trabalho para habilitar a rede wireless, a impressora e o acesso R+W a partições NTFS, o que é importante enquanto a minha esposa ainda for usuária do Windows.

Conclusões

Nenhuma, na verdade. Em nenhum momento quis ou desejei publicar um artigo elaborado com uma comparação isenta das distros. Só estou relatando a minha experiência e as minhas decisões. Caveat Lector.


Comentário de Arthur Zapparoli - 14.04.08 @ 23h54 #

Tb usei Gentoo por bastante tempo, depois troquei pro Arch, que não usei tanto quanto o Gentoo. No final das contas, sempre usava Ubuntu pelos motivos que você citou! :)

Se eu tiver tempo, hj em dia, entre Gentoo ou Arch, fico com o Arch. O PacMan e os pkgbuilds são bem fáceis de manter/atualizá-los. O AUR é essencial pra quem vem do Gentoo e gosta de brincar com pacotes “instáveis”. No final das contas, ele é ‘um Gentoo com binários’. :)

mas não troco o OS X como sistema principal por nada mais!

Comentário de Luiz Rocha - 23.04.08 @ 09h30 #

É um bom ponto. Acho que hoje em dia, numa instalação nova, iria primeiro para o Arch do que para o Gentoo. As ferramentas de gerenciamento são igualmente boas, mas pacotes binários tem suas vantagens.

Agora, ainda não me rendi ao OS X. Sei lá. É lindo, mas o hardware ainda está fora na minha alçada e é mais fechado do que eu gostaria que o meu OS fosse.

Mas sei lá, quem garante que daqui a algum tempo não aparece um post meu com o título de “Switched”. :-)

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