Revisitando velhos amigos
Por motivos de trabalho, tenho usando o Fedora Core 6 e o GNOME a mais ou menos um mês (um pouco mais, na verdade). Isso deve se esticar — se eu estiver com sorte e for competente — até o fim do ano.
Depois de usar por muito tempo (mesmo, desde 1999), eu mudei para o Gentoo. Desde então, utilizei também o Ubuntu na minha máquina de trabalho e em uma partição pequena que eu deixo na minha máquina de casa para experimentações (que hoje está com o Arch).
Já o GNOME foi deixado de lado bem antes disso, quando o KDE se mostrou mais configurável (mesmo que, em alguns momentos da história, fosse mais pesado). Hoje eu ainda uso o KDE em casa e usava o Fluxbox na máquina de trabalho (no Ubuntu).
No geral, a experiência de mudar de desktop e distro no Linux, hoje, é muito morna. A coisa evoluiu de tal maneira que não existem mais saltos brutais de funcionalidades.
O GNOME continua belo (desde o 2.0, com o advento do GTK2). Sou da opinião que, para um leigo, que não muda nem as cores do seu Windows, o GNOME é o melhor ambiente. Uma das principais birras que eu tinha, que era não poder editar os menus de maneira simples, hoje se resolve com o alacarte.
No mais, nada de novo, mas confesso que não tentei customizar muito o ambiente.
Quanto ao Fedora, bem, continua uma boa distro. O visual da distro está bem conservado, eles ainda tem muito cuidado com a configuração das fontes (fica tudo muito bem feitinho) e, com ajuda de ferramentas como o Yumex e o Smart, manter ele já não é mais o porre que era a algum tempo atrás (o RPM Hell foi 65% das minha razão pelo switch).
E ele continua com todas as frescurinhas que a Red Hat desenvolveu para ajudar na administração do sistema (service serviço [ start | stop | restart ]). Não atrapalha, é só diferente.
Entretanto, ele não é tão bacana quanto o Ubuntu. Out of the box, o Ubuntu já detecta e configura o wireless do meu ThinkPad T42 e monta a partição NTFS para leitura. Só precisa dar uma mexida para usar fazer escrita na mesma. O Fedora não detectou o wireless e nem estava preparado para acessar o NTFS para escrita (é necessário instalar o ntfs-3g ou recompilar o kernel). Não é nada demais.
Mas, no geral geralzão mesmo, não tem sido uma tarefa árdua usar o FC6 + GNOME. Só que, para mim, fica no meio termo entre uma distro totalmente inobstrusiva (Ubuntu) e uma que me faz fazer tudo (Gentoo).
Como eu estou em uma máquina que eu quero as coisas out of the box, por questão de praticidade (e preguiça mesmo, eu admito), o Ubuntu ainda seria a minha escolha número 1.
Na máquina de casa, aonde eu aceito ter que quebrar a cabeça (por prazer de ter que fuçar), o Gentoo ainda reina absoluto. Se bem que, mesmo o Gentoo já evoluiu para uma distro estável, que dá poucas dores de cabeça.
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Pingback de Meu desktop Linux para 2008 » LSDR.net - 15.11.07 @ 15h06 #
[…] ressalvas em relação ao GNOME. Uso, gosto e prefiro o KDE. O GNOME voltou a minha vida esse ano, depois de um hiato, e infelizmente já saiu. Com isso, não tenho a menor razão para voltar a usar ele, a não ser […]