Enfim SOA
Já faz um bom tempo que SOA é um assunto quente. Já faz um bom tempo que eu quero escrever alguma coisa aqui sobre o assunto. Não faltaram motivos para isso, garanto. Existe um grande número de blogs que falam sobre o assunto, seja com o foco em Web Services apenas, seja em SOA como um todo.
Eu leio vários deles. Tenho lido, aliás, tudo que cai na minha mão sobre SOA. Sobre WS e ESB (Enterprise Service Bus, mais sobre isso depois). Pensado muito a respeito.
A mais ou menos 3 anos que SOA faz parte do meu dia-a-dia profissional. Com intensidade variável, verdade, ao longo do percurso. Mas sempre lá, de uma forma ou de outra.
Já conversei e discuti sobre o assunto com diversos Arquitetos de TI da IBM (que merecem o título, diga-se de passagem). Debati e evolui meu ponto de vista.
É dos poucos assuntos em que eu sei que eu tenho um ponto de vista. Não é definitivo, veja só, mas é um sólido ponto de vista. O que é o bastante, levando em consideração que se trata de mim.
E friso que é um ponto de vista. TI é um ramo que muda muito e muito rápido para que existam respostas fundamentais, cravadas pelos deuses em fogo nas montanhas. Mas isso também é um ponto de vista.
Entretanto, desde que me propus a escrever algumas mal-traçadas linhas sobre o assunto sinto um enorme desconforto. Por dois motivos. Um pouco por ser um assunto que fica na fronteira entre o mundo profissional, da carteira assinada, e o do hobbista, pessoa que existe fora do horário de trabalho.
Medo, talvez, de fazer alguma bobagem. Falar mais do que deveria, dentro e fora do meu ambiente de trabalho. Exagerar. Ofender. Cometer algum deslize. Eu sempre cometo deslizes. Sou o cara que conta para o aniversariante sobre a festa surpresa. Que avisa que no fim o mocinho morre. Que explica a piada. Enfim.
A vontade de avançar sobre a fronteira é grande, sempre foi. Desde o início. O problema de se trabalhar com coisas que se é apaixonado é que, invariavelmente, as fronteiras viram zonas de conflito.
Eu odeio zonas de conflito.
O resultado é que, no final, eu decidi invadir a fronteira. 2007 está sendo um ano de desafios, riscos e mudanças. Se é para sair da zona de conforto, que assim seja.
Ironicamente, eu resolvi encarar essa em um momento em que eu me afastei do assunto por, pelo menos, um ano (mais sobre isso depois). Aponto esse, talvez, como o grande motivador desse decisão. Me manter próximo de algo que eu aprendi a gostar tanto.
De qualquer forma, já li uma dúzia de vezes as políticas da IBM para bloggers. Até criei um disclamer de verdade. Eu sou assim mesmo.
Vale, ainda assim, ressaltar. Nada do que está, foi e será escrito aqui representa a visão estratégica, opinião ou posições da IBM, apenas e exclusivamente a minha. Dentro do meu domínio, só existe o Luiz Rocha, dono de suas próprias opiniões e posições. Espero não ter que repetir isso nunca mais. Principalmente para mim mesmo.
Se vc quiser ler alguma coisa mais alinhada com a visão IBM, eu recomendo o blog do Cezar Taurion.
O outro motivo é bem mais simples e bem menos dramático. Sou um péssimo transmissor de conhecimento. Sou enrolado para explicar o que eu penso, mesmo quando não estou pensando em nada. Tentar ser claro e direto é sempre um desafio para mim.
Pelo tamanho desse post, isso já deve ter ficado dolorosamente evidente.
Escrever sobre o assunto vai ser uma oportunidade de expandir o limite no qual eu criei meu ponto de vista. Abrir a mente, mais do que apenas balbuciar qualquer coisa que eu acredite. E, quem sabe, melhorar minha habilidade de por em palavras o que eu tenho claro na cabeça.
Vou tentar escrever alguma coisa em intervalos razoáveis de tempo. Sem enrolação. Curto e grosso. Sem negligenciar as outras bobagens que eu escrevo aqui.
Tudo isso não poderia ser feito sem um dramalhão mexicano como esse? Bem. a vida é assim mesmo, dizem os especialistas.
