Poptogramas
Ontem, passei pelo Metrô Vila Madalena — a espera de uma pessoa — e aproveitei os minutos de espera para ver o que estava lá exposto.
É bastante comum, pelo menos nas estações da linha verde, ter alguma coisa “de arte” exposta. O “de arte” fica entre aspas mesmo, pq as vezes não é arte, não deveria ser exposta e nem ser “de”. Enfim, eu sempre gasto uns 10 ~ 15 minutos olhando. Nunca é perda de tempo.
No Vila Madá, ontem, estava exposto um trabalho chamado Poptogramas. Na verdade, é parte do trabalho, exposto de forma a divulgar o livro e o trabalho do autor, Daniel Motta. A idéia central é fundir pictogramas com cultura pop. O site do livro traz uma descrição melhor, i.e., feito por alguém com uma melhor capacidade para descrever trabalho artístico.
Eu gostei da idéia e, em geral, da apresentação do trabalho. Mas admito que, depois de ver uns 5 ou 6 poptogramas, a coisa fica um tanto quanto repetitiva. Talvez seja a própria limitação do formato ou propósito do artista.
Não me entendam mal. Eu gostei o suficiente do trabalho para, no meio de um feriado agitado, gastar alguns minutos para escrever sobre ele (quando eu poderia estar tentando escrever alguma coisa que preste). Alguns poptogramas são bastante divertidos e criativos (ex. Joy Division, que é possível ver no site do livro). Outros apelam para o meu gosto pessoal, como o Alice in Chains e um em particular me deixou um tanto quanto irritado, o do Nirvana.
Mas também não acho, pelo que li no site e nos cartazes no Metrô, que a proposta do livro seja criar um trabalho de ruptura que choque a sociedade, e sim promover um encontro entre duas coisas tão cotidianas em um trabalho diferente, despretensioso e divertido. Se o objetivo seguir alguma coisa nessa linha, é um excelente trabalho.
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