Porque o iPhone deveria ser programável
Alguns amigos me perguntaram pq eu, após a excitação inicial, fiquei meio broxado com o iPhone. A reação de quase todos quando eu explicava que era porque ele não seria “programável” — isto é, não seria possível desenvolver softwares para o iPhone — era basicamente a mesma. Me perguntavam porque isso era tão significativo para mim.
Pois bem, essa lista, proveniente de um “sugestivo” blog, Everything 2.0, é uma das minhas justificativas.
Não estou sugerindo que alguns (muito menos todos) os “serviços 2.0” da lista pudessem ou devessem ser utilizados para expandir os horizontes do iPhone.
A idéia é exemplificar o potencial que existe na “telefonia 2.0”, anteriormente chamada de “convergência digital”. Ao deixar isso de lado, acredito que a Apple tenha deixado passar uma oportunidade imensa.
O mundo está caminhando para aplicações distribuídas, mesmo que lentamente. Negligenciar essa tendência, acredito eu, não é a melhor estratégia.
Por outro lado, é a Apple. O celular ainda nem foi lançado e já causa histeria. E o roadmap de lançamento, se não me falha a memória, prevê que o iPhone só vá sair das costas americanas depois de um ano.
Ou seja, a Apple é supercontroladora até no deploy de seus produtos. O que dá a eles uma capacidade grande de ajustar o mesmo a medida que ele entra e ganha mercado.
Como sempre, isso tudo pode não passar de delírio. Eu tenho tendências a esse tipo de comportamento.
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