Rails - Primeiras Impressões

Tá certo, já passou muito tempo que o mundo inteiro descobriu o Rails. Muito mesmo. O Jonas ainda blogava, só para se ter uma idéia. E brincar com o Rails estava na minha listinha, mas abaixo de algumas coisas que eu queria mexer e aprender antes.

Mas nada como a necessidade para tirar a gente da inércia, não? Um dos desenvolvedores aqui do projeto está terminando seu mestrado, cujo tema é - grosseiramente - frameworks para desenvolvimento Web. Em algumas conversar, o Rails surgia, mas eu não sabia falar dele o suficiente e o meu amigo sequer conhecida (esses Javeiros, tsc tsc).

Tinha me programado - a tempos - para mexer com Python/Twisted num momento de ócio no projeto. Queria re-escrever algumas linhas de código Java aqui em Python. Nada de mais, só a implementação de alguns Web Services que desmontam a mensagem SOAP e reencaminham para os legados usando o IBM Websphere MQ. Já tinha até baixado e compilado os módulos de MQ e ao DB2 para Python, inclusive.

Só que isso iria ser ocupação apenas para mim, então meus poucos neurônios se comunicaram e surgiu na minha cabeça a idéia, “Pq não pegar o tutorial do TaQ sobre Ruby e Rails e brincar com eles aqui”!

Pois bem, brincamos. Como o pessoal aqui é do mundinho Windows/IDE, baixamos também o RadRails. O RadRails é um Eclipse “com tunning” para o Rails. Muito bacana, diga-se de passagem.

No geral, o Rails nos agradou. Como nenhum de nós é craque em Ruby, ficamos limitados ao feijão com arroz, mas a velocidade com que se consegue desenvolver o básico é muito interessante. Especialmente quando se trabalha num ambiente não-tão-dinâmico quando o da Web hoje.

Muitas idéias - para serem vendidas por grandes corporações para grandes corporações - precisam ter sua viabilidade comprovada, e no desespero para se fazer uma venda ou para se posicionar bem no mercado, a viabilidade técnica fica de lado. O bom relacionamento com ISVs, consultorias e até pressão política interferem (e muito) na adoção de uma tecnologia sobre outra. Ter na caixinha de ferramentas algo que permita prototipar soluções rapidamente (e sem deixar pedaços incompletos) é de extrema valia para um profissional que tem como descrição do cargo dar suporte técnico as decisões e implementações dentro desse ambiente.

Além disso, não é costume - pelo menos eu não vi isso ainda - dos consultores facilitarem suas próprias vidas. Um dos amigos que entrou comigo na IBM era reverenciado por fazer macros e automações no Excell, cacete. Com um Rails em baixo do braço, levantamentos e longas interações com o cliente (que irritam e tomam tempo de ambas as partes) poderão ser substituidas - na medida do possível - por pequenas páginas Web, rapidamente desenvolvidas, para coletar informações de maneira mais rápida.

Não vejo, de imediato, a aplicação em um grande projeto, a não ser que para fazer uma função muito especializada. O playground dos grandes infantes é dominado por grandes fabricantes de brinquedos e isso não muda com muita facilidade.

Mas enfim, eu gostei desse tal de Rails. � mais uma ferramenta para a caixinha. Novas ferramentas para a caixinha é sempre motivo de felicidade, ainda mais quando se trata de uma ferramenta Opensource, que me dá todas as liberdades que eu preciso para operar no mundo corporativo.

O lado negativo é que agora adicionei mais duas coisas no meu TO-DO. Aprender Ruby, brincar com o Django e - quem sabe - tentar portar o pymqi para Ruby.


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[…] O curso foi muito bom. Eu aproveitei bastante. Já havia feito o tutorial do TaQ a algum tempo atrás, mas minhas mexidas com Rails tinham parado por ali. Posso afirmar que as duas experiências foram suficientes para, apesar da minha inaptidão extrema, quebrar a inércia cerebral. […]

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