Hype
Uma coisa que — com o tempo — eu passei a gostar e apreciar são as Hypes. Já fui muito radical quanto à novas tecnologias ditas disruptivas e que quebram paradigmas. Quando era apenas um repolho usador de BBS, via toda e qualquer hype com um certo desprezo e um pouco de prepotência.
Hoje, eu adoro hypes. Ok, não adoro hypes como adoro suco de limão com menta, mas ainda assim, eu gosto delas o bastante para admitir que eu poderia ter aproveitado muito mais as oportunidades que eu tive no passado por causa da minha atitude negativa.
Vejo coisas como o Ubuntu, Ajax ou o Rails (por exemplo) hoje com muito bons olhos. Sei que novas tecnologias podem não vingar ou demorar quase uma década até que recebam o seu devido valor (VoIP vem em mente). Fico (e isso tem sido uma constante no último ano) chateado por não estar brincando e mexendo com essas coisas novas (e velhas) que estão na moda, que saem na Info e, enfim, são Hype.
Hypes são, e hoje eu percebo isso, como um release early, release often da tecnologia em geral.
Claro que muitas podem dar com os burros n’água, mas faz parte do ciclo darwiniano da tecnologia, que muitas vezes não envolve apenas o lado técnico em si, mas também o mercadológico (grana, aceitação pelo público e etc).
Ainda bem que a Hype dos newsfeeds virou algo sólido e consistente, pois pelo menos eu consigo acompanhar o que está acontecendo.
